O desmonte de rochas é uma das etapas mais críticas da mineração. É nesse momento que a energia aplicada à rocha define não apenas a eficiência produtiva da operação, mas também o nível de segurança das pessoas, a integridade dos equipamentos, o impacto ambiental e a qualidade do material fragmentado.

Quando mal planejado, o desmonte pode gerar riscos sérios: projeção de fragmentos, vibrações excessivas, instabilidade de taludes, retrabalho operacional e aumento de custos.

Por outro lado, quando executado com método, controle e registros adequados, ele se torna um aliado direto da produtividade e da previsibilidade da mina.

Neste conteúdo, você vai entender:

  • Quais são os principais tipos de desmonte de rochas utilizados na mineração
  • Boas práticas para realizar implosões e desmontes controlados com segurança
  • Quando utilizar métodos alternativos, como argamassa explosiva
  • Como a gestão da produção ajuda a registrar, padronizar e evoluir esse processo

O que é desmonte de rochas na mineração

O desmonte de rochas é o processo de fragmentação do maciço rochoso para viabilizar as etapas seguintes da lavra, como carregamento, transporte e beneficiamento do minério.

Essa fragmentação pode ocorrer por diferentes métodos, dependendo de fatores como:

  • Tipo e resistência da rocha
  • Modelo de mineração (céu aberto ou subterrânea)
  • Proximidade de estruturas, comunidades ou áreas sensíveis
  • Volume de material a ser desmontado
  • Restrições ambientais e operacionais

Independentemente do método escolhido, a segurança deve ser sempre o ponto de partida.

Principais tipos de desmonte de rochas

Antes de falar das boas práticas, é fundamental entender os métodos mais comuns de desmonte de rochas utilizados na mineração.

1. Desmonte por explosivos (implosão)

Fonte: Prestoserv.

A implosão, no contexto da mineração, refere-se ao desmonte realizado com explosivos industriais, planejados para fragmentar a rocha de forma controlada.

É o método mais utilizado em minas a céu aberto e subterrâneas, principalmente quando há necessidade de alto volume de produção.

Vantagens:

  • Alta eficiência de fragmentação
  • Rapidez na execução
  • Bom custo-benefício em grandes volumes

Cuidados:

  • Controle rigoroso de vibração e sobrepressão
  • Planejamento detalhado do plano de fogo
  • Gestão de segurança antes, durante e após o disparo

2. Desmonte mecânico

Fonte:Desmonte de Rochas.

Utiliza equipamentos como rompedores hidráulicos, escavadeiras ou fresadoras para fragmentar a rocha sem uso de explosivos.

É comum em áreas sensíveis, próximas a estruturas ou em operações menores.

Vantagens:

  • Menor impacto ambiental e sonoro
  • Mais controle em áreas restritas

Limitações:

  • Menor produtividade
  • Maior desgaste de equipamentos

3. Desmonte com método controlado

Fonte:Compel Explosivos.

O método controlado combina técnicas de perfuração, carregamento e detonação cuidadosamente planejadas para reduzir vibrações, ruídos e projeções.

É amplamente utilizado quando há necessidade de desmontar rochas próximas a:

  • Comunidades
  • Estruturas industriais
  • Infraestruturas críticas

4. Desmonte com argamassa explosiva

Fonte:Demolidora Rival.

A argamassa explosiva (ou expansiva) é uma alternativa não explosiva que reage quimicamente, expandindo-se dentro dos furos e fraturando a rocha ao longo do tempo.

Vantagens:

  • Não gera vibração significativa
  • Não produz ruído intenso
  • Ideal para áreas urbanas ou sensíveis

Limitações:

  • Processo mais lento
  • Menor escala de produção

Práticas para um desmonte de rochas seguro

A seguir, reunimos boas práticas para garantir um desmonte de rochas eficiente, previsível e, acima de tudo, seguro.

1. Planejar o desmonte com base em dados geotécnicos

Nenhum desmonte deve ser executado sem um entendimento claro das características do maciço rochoso. Informações como:

  • Tipo de rocha
  • Fraturamentos naturais
  • Presença de falhas
  • Grau de resistência

são essenciais para definir o método, o espaçamento dos furos e a carga adequada.

2. Elaborar um plano de fogo e fragmentação

O plano de fogo e de fragmentação são parte fundamental do desmonte por explosivos. Eles devem contemplar:

  • Diâmetro e profundidade dos furos
  • Tipo e quantidade de explosivo
  • Sequência de detonação
  • Tempo de retardo entre cargas

Um plano bem elaborado reduz riscos, melhora a fragmentação e diminui impactos indesejados.

3. Respeitar rigorosamente as normas de segurança

O desmonte de rochas envolve riscos elevados e deve seguir normas técnicas e regulatórias, incluindo:

  • Áreas de isolamento
  • Sinalização adequada
  • Controle de acesso
  • Protocolos de evacuação

Treinamento contínuo da equipe é indispensável.

4. Realizar inspeções antes e após o desmonte

Antes do disparo, é necessário verificar:

  • Integridade dos furos
  • Carregamento correto
  • Ausência de pessoas e equipamentos na área

Após o desmonte, devem ser avaliados:

  • Fragmentação obtida
  • Presença de fogos falhados
  • Estabilidade das frentes e taludes

5. Controlar vibrações e sobrepressão

O monitoramento de vibração é uma prática cada vez mais relevante, especialmente em operações próximas a áreas sensíveis. Ele ajuda a:

  • Ajustar cargas futuras
  • Reduzir impactos ambientais
  • Garantir conformidade legal

6. Escolher o método adequado para cada contexto

Nem sempre o explosivo é a melhor solução. Avaliar o uso de:

  • Método controlado
  • Desmonte mecânico
  • Argamassa explosiva

pode ser decisivo para manter a segurança e a viabilidade da operação.

7. Integrar desmonte e planejamento de lavra

O desmonte não deve ser tratado como uma etapa isolada. Ele impacta diretamente:

  • Carregamento
  • Transporte
  • Britagem
  • Recuperação do minério

Uma fragmentação inadequada gera retrabalho e custos adicionais.

8. Registrar todas as etapas do processo

Manter registros detalhados de cada desmonte é fundamental para:

  • Análise de desempenho
  • Rastreabilidade
  • Melhoria contínua
  • Atendimento a auditorias e fiscalizações

É aqui que a tecnologia passa a fazer diferença.

Como a gestão da produção ajuda no controle do desmonte de rochas

A complexidade do desmonte exige organização, padronização e histórico de dados. É nesse ponto que sistemas de gestão da produção se tornam aliados.

Com uma solução como a gestão de produção da Minerion, é possível:

  • Gestión completa de los registros de perforación;
  • Control de la voladura;
  • Gestión del beneficio de la producción;
  • Integración consupervisores;
  • Gestión de eventos de parada;
  • Gestión de materiales y coste por tonelada desmontada;
  • Seguimiento del ritmo y la eficiencia productiva.

Em vez de informações dispersas em planilhas ou anotações manuais, a operação passa a contar com dados confiáveis e estruturados, essenciais para evoluir a segurança e a eficiência do desmonte.

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Desmonte de rochas e o modelo de mineração adotado

As práticas de desmonte variam significativamente conforme o tipo de mina. Em operações a céu aberto, por exemplo, o controle de vibração e projeção é um dos principais desafios. Já em minas subterrâneas, o foco recai sobre estabilidade, ventilação e segurança estrutural.

Se você quer entender melhor como o modelo de lavra influencia essas decisões, vale conferir este conteúdo complementar: Mina subterrânea ou a céu aberto?

Segurança, eficiência e dados caminham juntos

O desmonte de rochas é uma atividade de alto impacto dentro da mineração, tanto no sentido produtivo quanto no operacional e humano. Adotar boas práticas, escolher o método correto e manter registros confiáveis não é apenas uma exigência técnica, mas uma estratégia de gestão.

Ao combinar conhecimento técnico com tecnologia de gestão da produção, a mineradora cria um ciclo virtuoso: mais segurança, mais eficiência e decisões cada vez mais embasadas em dados.

Se a sua operação busca evoluir nesse sentido, o primeiro passo é tratar o desmonte não apenas como uma etapa da lavra, mas como um processo estratégico que merece controle, histórico e inteligência operacional.

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