No dia 1 de julho de 2025, entrou oficialmente em vigor o ambiente de testes da Reforma Tributária, marcando uma nova etapa na adaptação das empresas ao novo modelo fiscal. Embora os tributos ainda não estejam sendo cobrados, essa fase já permite simular operações com as novas regras e representa um sinal claro de que a mudança chegou e exige atenção imediata.
Mais do que uma transformação técnica ou jurídica, a Reforma traz reflexos diretos no dia a dia das organizações.
A seguir, destacamos os principais pontos que merecem atenção desde já.
O que é o ambiente de testes?
O ambiente de homologação (ou fase de testes) é um espaço disponibilizado pela Receita Federal para que empresas, fornecedores de software e contadores comecem a testar o envio de documentos fiscais com os novos tributos: IBS, CBS e IS.
Mesmo sem exigências obrigatórias neste momento, a preparação antecipada se torna um diferencial competitivo. Processos bem ajustados hoje evitam prejuízos e gargalos amanhã.
Quais pontos de atenção as empresas devem ter?
Importante: ainda não há respostas definitivas sobre todos os impactos da Reforma. Por se tratar de uma mudança ampla e progressiva, o que existe neste momento são direções estratégicas que as empresas devem observar desde já.
Necessidade de caixa
Uma das mudanças mais relevantes diz respeito à forma de recolhimento dos impostos. Com a Reforma, através do Split Payment, parte do valor da venda (equivalente ao tributo) pode passar a ser direcionada diretamente ao fisco, sem transitar pelo caixa da empresa. Isso altera o fluxo de recebimentos e pode exigir maior organização e disponibilidade de capital de giro para manter a operação saudável.
Revisão de preços de compra
Itens antes isentos ou com carga reduzida podem ser afetados pelas novas alíquotas de IBS e CBS. Isso exige uma revisão dos custos de aquisição e atenção especial às margens operacionais. Produtos com grande peso no processo produtivo merecem monitoramento constante.
Reformulação dos preços de venda
Para manter a competitividade, será necessário reavaliar os preços de venda. Com o novo modelo tributário incidindo sobre todas as etapas da cadeia, é fundamental calcular o impacto real dos tributos e ajustar os preços finais sem comprometer o volume de vendas ou a lucratividade.
Análise do perfil tributário dos fornecedores
A origem dos produtos e o regime tributário dos fornecedores ganham relevância. Por exemplo: compras feitas de empresas do Simples Nacional podem não gerar o mesmo crédito tributário que compras de empresas do regime normal de CBS e IBS. Isso leva a uma reflexão importante: vale manter o fornecedor atual ou buscar opções mais vantajosas tributariamente?
Caso a relação com o fornecedor continue, talvez seja necessário renegociar os preços para manter a atratividade da compra.
Identificação de produtos e serviços mais afetados
Ainda é cedo para afirmar com exatidão quais produtos ou setores serão os mais impactados. O Imposto Seletivo (IS), previsto na Reforma, deverá incidir sobre itens considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, mas os critérios e produtos exatos ainda serão definidos em regulamentação futura.
Portanto, o momento é de análise e planejamento: empresas devem mapear seus principais produtos e acompanhar de perto os desdobramentos legais para se antecipar a possíveis mudanças de carga tributária.
Reorganização logística
Com a tributação baseada no destino da mercadoria, a localização de centros de distribuição, filiais e parceiros logísticos pode precisar ser repensada. O impacto tributário passa a influenciar diretamente as decisões operacionais, e isso pode levar a uma verdadeira reconfiguração da malha logística.
Renegociação de contratos
Contratos de fornecimento, prestação de serviços e parcerias comerciais firmados sob a antiga estrutura tributária podem se tornar inviáveis ou desatualizados. É preciso revisar cláusulas, prever ajustes tributários e garantir que não haja perdas decorrentes das novas regras.
O que fazer agora?
A Reforma Tributária já começou e as empresas já precisam avaliar impactos, revisar estratégias e testar ajustes. Embora muitas perguntas ainda não tenham respostas definitivas, o alerta está dado: empresas que começarem a se preparar agora estarão em vantagem nos próximos anos.
Confira como a Minerion está se preparando para a reforma tributária
Nós, da Minerion, estamos comprometidos em garantir que nossos clientes atravessem essa transição tributária com segurança e eficiência. Já iniciamos a primeira fase de adequações no SGA, com recursos que apoiam a emissão de documentos fiscais corretamente, antecipam as novas exigências e facilitam a adaptação dos processos fiscais.
Entre as novidades, destacamos a entrega automatizada de códigos como o cClassTrib e o CST para os casos já mapeados. Também disponibilizamos a nova Nomenclatura Brasileira de Serviços (NBS), fundamental para atender às novas exigências.
Além das atualizações técnicas, oferecemos aos nossos clientes treinamentos exclusivos, relatórios de conferência e suporte próximo com nossa equipe especializada. Todo o processo de liberação dos novos recursos é feito de forma programada, garantindo segurança e estabilidade.
Seguiremos acompanhando cada nova etapa da Reforma Tributária e, à medida que os prazos se aproximarem, continuaremos orientando nossos clientes com clareza e responsabilidade. Porque, para nós, a adequação vai além do sistema: é um compromisso com a conformidade fiscal de toda a operação.
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