A preparação vai muito além de IBS e CBS

A Reforma Tributária do consumo representa uma mudança importante na forma como as empresas brasileiras irão tratar suas operações tributárias. Em 2026, a transição já entrou em uma etapa prática, com adequações nos documentos fiscais, novas informações relacionadas ao IBS e à CBS e iniciativas de testes e validação dos novos processos.

Para o setor mineral, entretanto, olhar apenas para os novos tributos é insuficiente.

A operação de uma mineradora envolve uma cadeia integrada de processos que passa por suprimentos, contratos, produção, estoque, balança, expedição, logística, comercial, faturamento, financeiro, contabilidade e fiscal.

Quando a legislação muda, os impactos podem percorrer toda essa cadeia.

Por isso, preparar-se para a Reforma Tributária não significa apenas atualizar o sistema ou entender como serão calculados IBS e CBS. Significa revisar processos, avaliar impactos, integrar áreas, testar cenários e preparar a empresa para um período de transição que será gradual e continuará exigindo adaptação.

Por que a mineração deve começar a se preparar agora?

O período de transição representa uma oportunidade para as empresas testarem, validarem e ajustarem seus processos antes que novas etapas da implementação se consolidem.

Em 2026, por exemplo, os documentos fiscais eletrônicos passaram a incorporar informações relacionadas ao IBS e à CBS conforme os respectivos leiautes e Notas Técnicas. Também estão sendo desenvolvidos mecanismos de apuração assistida a partir das informações dos documentos fiscais.

Isso torna o período atual especialmente importante para:

  • revisar cadastros e parametrizações;
  • avaliar os processos impactados;
  • validar documentos fiscais e integrações;
  • realizar testes e homologações;
  • capacitar as equipes;
  • identificar pontos de atenção na operação;
  • avaliar impactos financeiros e comerciais;
  • acompanhar as mudanças regulatórias.

A preparação antecipada não significa esperar que todas as regras estejam definidas para então agir. Significa identificar os processos já impactados, avaliar seus reflexos na operação, priorizar as adequações necessárias e utilizar o período de transição para testar e homologar diferentes cenários. Dessa forma, a empresa desenvolve capacidade para responder às novas regulamentações com mais agilidade, sem precisar reestruturar sua operação a cada nova mudança.

A Reforma Tributária começa antes da emissão da nota fiscal

Uma das principais mudanças de perspectiva para as empresas é compreender que o impacto tributário não começa no momento da emissão do documento fiscal.

Ele pode começar muito antes.

Por isso, a preparação precisa envolver diferentes áreas da empresa.

Cadeia de suprimentos

A Reforma pode exigir uma avaliação mais ampla da cadeia de suprimentos, considerando regime dos fornecedores, formação de créditos, localização das operações e impactos tributários associados às decisões de compra.

A área de suprimentos deixa de ser apenas uma área operacional e passa a participar de uma discussão mais ampla sobre eficiência e planejamento tributário.

Comercial e contratos

Modelos de venda, condições comerciais, faturamento, entregas, pagamentos antecipados, venda futura e demais particularidades contratuais precisam ser avaliados sob a nova realidade tributária.

O objetivo não é apenas adequar o documento fiscal, mas compreender como as regras se conectam às condições efetivamente praticadas pela empresa.

Fluxo de caixa e capital de giro

A Reforma Tributária também traz uma mudança importante na relação entre tributação e fluxo financeiro. Um dos mecanismos previstos é o split payment, pelo qual os valores correspondentes ao IBS e à CBS poderão ser segregados e recolhidos no momento da liquidação financeira da operação. A legislação prevê procedimentos padrão e simplificado, além de implementação gradual.

Na prática, isso significa que, em determinadas operações, o valor recebido pela empresa poderá chegar à sua conta já descontado da parcela destinada ao IBS e à CBS, em vez de o tributo permanecer integralmente disponível para a empresa até o momento do recolhimento.

Contabilidade e fiscal

As áreas contábil e fiscal terão papel fundamental na interpretação das novas regras, validação dos processos, conferência das informações e acompanhamento da apuração.

Mas, para que consigam desempenhar esse papel, precisam receber informações consistentes das demais áreas.

A Reforma, portanto, exige mais integração entre as áreas e menos visão de processos isolados.

Os documentos fiscais também estão mudando

Os documentos fiscais eletrônicos estão entre os pontos mais visíveis da implementação da Reforma Tributária.

Desde 2026, os documentos previstos na regulamentação passaram a incorporar campos e informações relacionados ao IBS e à CBS, de acordo com os respectivos leiautes e Notas Técnicas. As especificações continuam evoluindo, reforçando a importância de acompanhar as atualizações técnicas.

Também estão sendo estruturadas novas formas de registrar ajustes relacionados ao IBS e à CBS. Na NFS-e, por exemplo, já foram incorporados grupos específicos para ajustes de crédito e débito.

Na prática, isso significa que a tecnologia precisa acompanhar não apenas novos campos, mas também novas regras, validações, eventos e formas de tratamento das operações.

Para as empresas do setor mineral, essa adaptação precisa considerar a realidade da operação e suas particularidades comerciais, contratuais, logísticas e financeiras.

O desafio não é apenas calcular IBS e CBS

A nova sistemática tributária aumenta a importância da qualidade das informações utilizadas na operação.

A apuração assistida da CBS, por exemplo, utiliza como base os documentos fiscais e outras informações relacionadas ao contribuinte. A regulamentação prevê que, após disponibilizada a apuração assistida, o contribuinte poderá realizar os ajustes previstos e, em determinadas situações, a confirmação ou ausência de manifestação produz efeitos tributários.

Isso reforça uma questão essencial:

quanto mais integrada e consistente for a informação na origem, maior será a confiabilidade das etapas seguintes.

Por isso, a preparação precisa começar pelos dados, processos e integrações que sustentam a operação.

Tecnologia preparada para evoluir e que entende a operação

A Reforma Tributária continuará evoluindo ao longo dos próximos anos. Novas regulamentações, Notas Técnicas, leiautes, validações e orientações continuarão sendo incorporados ao processo de transição. O próprio cronograma de adaptação dos documentos fiscais segue sendo atualizado pelos órgãos responsáveis.

Nesse cenário, ter um sistema atualizado é importante, mas não é suficiente.

A tecnologia precisa estar em sinergia com a necessidade operacional do negócio.

Uma exigência da legislação precisa ser traduzida em uma solução que possa ser aplicada à rotina da empresa, respeitando seus processos, suas particularidades e a forma como as diferentes áreas trabalham.

É justamente nesse ponto que a especialização do ERP ganha importância.

Um sistema especialista em mineração precisa compreender a operação para transformar as exigências tributárias em fluxos operacionais possíveis, consistentes e integrados.

Não se trata apenas de desenvolver um novo campo ou uma nova regra no sistema.

É necessário compreender:

  • onde aquela informação nasce;
  • qual área é responsável por ela;
  • como ela percorre a operação;
  • quais processos são impactados;
  • como deve chegar ao documento fiscal;
  • quais reflexos terá no financeiro, fiscal e na contabilidade;
  • e como a gestão poderá acompanhar seus efeitos.

A tecnologia precisa traduzir a legislação para a realidade do negócio.

Como a Minerion vem se preparando para essa transformação?

Na Minerion, entendemos que a Reforma Tributária é um processo contínuo e que sua implementação exige muito mais do que adequações sistêmicas.

Por isso, nossa atuação combina três frentes:

conhecimento da legislação, evolução tecnológica e proximidade com os clientes.

A equipe acompanha as regulamentações e as mudanças técnicas para avaliar seus impactos e desenvolver as adequações necessárias ao ERP.

Ao mesmo tempo, a Minerion vem ampliando a proximidade com seus clientes por meio de conteúdos, treinamentos, encontros, orientações e discussões sobre os impactos da Reforma, buscando compreender como as mudanças se refletem na realidade de cada operação.

Essa troca é fundamental.

A legislação precisa ser interpretada à luz da operação, e a tecnologia precisa ser construída considerando os processos que efetivamente acontecem dentro da empresa.

Algumas das frentes de evolução da solução incluem:

Inteligência de classificação tributária

Recursos para apoiar a definição das classificações tributárias considerando as características da operação e os parâmetros necessários, como NCM, CFOP, NBS, regime tributário e demais informações aplicáveis.

Cálculo e simulação tributária

Recursos para apoiar a simulação dos impactos de IBS e CBS e permitir que as empresas testem diferentes cenários durante o período de transição.

Adequação dos documentos fiscais

Evolução dos documentos e estruturas fiscais para acompanhar os novos campos, regras e validações definidos nas especificações oficiais.

Relatórios e acompanhamento

Informações para apoiar a identificação de inconsistências, análise dos impactos e tomada de decisão ao longo da transição.

Mais do que acompanhar a legislação, o objetivo é fazer com que as adequações tecnológicas estejam conectadas às necessidades reais da operação.

A importância dos testes e das homologações

O período de transição deve ser utilizado como uma oportunidade para experimentar, validar e aprender.

As empresas que já possuem as adequações disponíveis em seus sistemas podem aproveitar esse momento para testar documentos, validar parametrizações, simular operações e envolver as áreas responsáveis.

Preparar-se não significa esperar que todas as regras estejam definitivamente encerradas. Significa criar uma estrutura capaz de acompanhar a evolução e aprender com cada etapa da transição.

Reforma Tributária: uma jornada construída em conjunto

A Reforma Tributária não é um projeto exclusivamente fiscal, nem uma atualização pontual de sistema.

É uma transformação que envolve estratégia, processos, tecnologia e pessoas.

Também significa desenvolver uma nova capacidade empresarial:ler rapidamente novos cenários, interpretar mudanças regulatórias, adaptar processos e transformar essas mudanças em ações práticas.

Nesse processo, a relação entre empresa e tecnologia também precisa mudar.

Mais do que contratar um sistema atualizado, é importante contar com uma solução que compreenda o negócio, acompanhe sua evolução e consiga traduzir as mudanças legais em processos aplicáveis à realidade da operação.

A Reforma Tributária representa uma transformação que vai muito além da substituição de tributos.

Ela envolve documentos fiscais, processos, contratos, cadeia de suprimentos, fluxo de caixa, integração entre áreas, tecnologia e tomada de decisão.

Para o setor mineral, essa transformação exige ainda mais atenção, porque a complexidade da operação faz com que uma mudança em determinada etapa possa repercutir em diversas outras.

Por isso, o período de transição deve ser aproveitado para revisar, testar, homologar, aprender e adaptar.

A preparação não acontece de uma única vez. Ela será construída ao longo dos próximos anos, acompanhando a evolução da legislação e as necessidades de cada empresa.

É nessa jornada que tecnologia, conhecimento e proximidade fazem diferença.

Na Minerion, acreditamos que essa transformação deve ser construída em parceria com nossos clientes:com troca de conhecimento, compreensão da operação, evolução contínua da tecnologia e capacidade de adaptação às novas realidades do setor.

Porque preparar-se para a Reforma Tributária não é apenas estar pronto para uma nova regra.

É estar preparado para continuar evoluindo.

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